No dia 25 de abril, a Sociedade Mineira de Pediatria (SMP) realizou o 9º Simpósio de Atualização em Doenças Respiratórias na Infância e na Adolescência, evento anual organizado pelo Departamento Científico de Pneumologia da SMP. Em formato híbrido, o Simpósio reuniu 300 participantes de todo o Brasil: presencialmente no Centro de Convenções da AMMG, em Belo Horizonte, e virtualmente pela plataforma Zoom.

Durante a abertura do evento, a presidente da SMP, Raquel Gomes de Carvalho Pinto, enfatizou a importância do Simpósio oferecer um formato híbrido: “Essa é uma bandeira muito importante desta gestão. Espero que os nossos colegas, de todos os lugares de Minas Gerais, aproveitem essa capacitação”. Na sequência, a presidente do Departamento Científico de Pneumologia da SMP, Laura Maria de Lima Belizário Facury Lasmar, destacou a relevância de eventos científicos voltados à Pediatria: “Através deles, a gente procura as evidências e faz discussões reflexivas e humanas, sempre pensando no melhor cuidado à criança”.

PROGRAMAÇÃO

A primeira mesa do evento foi comandada pelo integrante da Diretoria Científica da SMP, Bruno Morais Damião. Com o tema “Meu paciente menor de 5 anos apresenta crises frequentes de sibilância: como abordar?”, a mesa recebeu três debatedores: a pneumologista pediátrica Renata Marcos Bedran, a alergista pediátrica e presidente do Departamento Científico de Alergia Pediátrica da SMP, Júlia Damásio de Castro Coutinho, e o pediatria André Bicalho Lima. Durante a discussão, foram abordadas as diversas formas de tratamento das crises de sibilância – um bloqueio parcial das vias aéreas, frequentemente associado a doenças como a asma.

Na mesa “Interpretação de imagens em vários cenários”, moderada pela pediatra e presidente da SMP, Raquel Gomes de Carvalho Pinto,  foram abordados casos envolvendo a interpretação radiológica antes do atendimento na clínica médica. A discussão trouxe três debatedoras: a pneumologista pediátrica Cláudia Ribeiro de Andrade, além das radiologistas Jesiana Ferreira Pedrosa e Jovita Lane Zanini.

Na sequência, o pediatra e epidemiologista, José Geraldo Leite Ribeiro, debateu as principais dúvidas a respeito do uso e prescrição do Nirsevimabe – uma vacina que protege bebês e crianças pequenas contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), presente em formas graves de bronquiolite e pneumonia. Dando continuidade ao evento, os pneumologistas pediátricos, Lais Meirelles Nicoliello Vieira e Cássio da Cunha Ibiapina falaram sobre o raciocínio clínico necessário diante das pneumonias comunitárias – uma infecção dos pulmões contraída fora do ambiente hospitalar, comum em idosos e crianças.

Durante palestra do pneumologista Luiz Fernando Pereira, foram abordados os principais estudos que abordam sobre o consumo de dose alta de nicotina por adolescentes e seus efeitos no cérebro, principalmente através do dispositivo eletrônico vape, popularmente conhecido como cigarro eletrônico. Encerrando a primeira parte do Simpósio, a infectologista pediátrica e vice-presidente SMP, Gabriela Araújo Costa, moderou a mesa “Desafio clínico: quando prescrever antibiótico nas infecções de vias aéreas superiores?”, que também contou com três debatedores: a otorrinopediatra Camila Ganem, a pneumologista pediátrica Lais Meirelles Nicoliello Vieira, e a pediatra Rubia de Cássia Alves Faria Miranda.

ENCERRAMENTO

A segunda parte do evento teve como destaque a miniconferência intitulada “o que a Gina 2025 trouxe de mudança e o que esperamos para 2026?”, que recebeu a palestrante, pediatra geral e pneumologista da Unicamp, Adyléia Aparecida Dalbo Contrera Toro. A palestra abordou a edição de 2025 do Global Initiative for Asthma, um documento que estabelece as principais diretrizes internacionais para o diagnóstico, tratamento e prevenção da asma.

Já na parte final do Simpósio, a pediatra geral e pneumologista Laura Maria de Lima Belizário Facury Lasmar, moderou a discussão sobre as principais abordagens para pacientes em crises asmáticas. A mesa contou com a pneumologista pediátrica Mariana Vieira, a pediatra emergencista Clarice Angelim Soares Cardoso, e a pediatria geral e pneumologista da Unicamp, Adyléia Aparecida Dalbo Contrera Toro. Durante a mesa, foi destacado que as crises de asma são potencialmente reversíveis e, em sua maioria, respondem bem ao tratamento quando reconhecidas precocemente e manejadas de forma estruturada.

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