Segundo dia de Congresso Mineiro de Pediatria tem conferências, casos clínicos e painel inédito



E o segundo dia de Congresso Mineiro de Pediatria começou a todo vapor! Após um primeiro dia permeado por discussões pertinentes, atividades culturais e um happy hour com muita música e aperitivos, nesta quinta, 7, o Grande Teatro foi palco de mais conferências e casos clínicos envolvendo a comunidade pediátrica de Minas Gerais.

Logo no início da manhã, o pediatra Wilson Filho enfocou a sibilância, sintoma respiratório muito comum em crianças, e questionou sobre as situações em que o problema pode significar bronquiolite. A conferência “É possível prevenir alergia?”, de Jorge Pinto, foi apresentada em seguida e deu abertura para o caso clínico “Desenvolvimento emocional da criança saudável”, definido por Marisa Lages, presidente do evento, como o caso que sintetiza o Congresso. “Esse era o caso que estava mais esperando e fiquei muito feliz com a apresentação”, disse Marisa parabenizando as responsáveis pela apresentação.

Pegando todos de surpresa, Instituto HAHAHA fez uma aparição leve e descontraída, o que levou quem esteve no Grande Teatro às risadas. Das 11h ao meio dia, foi a vez de conferências sobre estresse tóxico na infância e prevenção de acidentes. Liubiana de Araújo e Marislaine Lumena de Mendonça foram as responsáveis pelas palestras.

Alimentação, ética profissional e uma aula de história

Uma criança de sete anos e três meses de vida possui uma mãe ex-atleta e um pai com estilo de vida saudável, mas come extremamente mal. Essa situação hipotética foi o ponto de partida do caso clínico “Meu filho come mal: o que eu faço?”, que aconteceu no início da tarde. Durante a atividade, os pediatras discutiram a queixa comum de pais sobre filhos sem apetite, além de sugerir novos olhares para a questão. O acolhimento do medo, a ética para dar más notícias e os direitos dos pacientes foram discutidos no caso “Cuidado com criança com enfermidade complexa ameaçadora à vida”. A partir de dois casos – a notícia sobre uma futura amputação e um câncer, os apresentadores levaram algumas perguntas recorrentes nesse tipo de situação para o público.

No final da tarde, Geraldo Ribeiro dividiu com os inscritos detalhes sobre miopia, estrabismo e demais conteúdos específicos da Oftalmologia pediátrica. Fechando a programação do dia, o painel constituído por Fábio Guerra e Paulo César Ribeiro sobre a história da pediatria em Minas traçou um panorama da atividade na região.

RCP

Além das atividades que aconteceram dentro do Grande Teatro, quem passou pela portaria principal do Palácio das Artes pôde aprender a fazer reanimação cardiorrespiratória em situações extremas. O treinamento, institucionalizado pela American Heart Association e ministrado por membros da Liga Acadêmica de Simulação em Saúde (LASS) da UFMG, é preparado para ensinar técnicas necessárias para o atendimento da vítima até a chegada do socorro. “Estar presente aqui no Congresso Mineiro de Pediatria é uma oportunidade de ensinar quem não é da área de saúde e até mesmo chamar a atenção de médicos e outros profissionais. Nossa prioridade é ampliar as possibilidades do ensino da técnica de RCP, que, quando aplicada corretamente, aumenta em até quatro vezes as chances de sobrevida”, Monalisa Gresta, a enfermeira e instrutora responsável pela SMP, comenta sua participação no evento.

 

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